Família.

|
Lembro do tempo em que levava aquela pequena figura que tanto amo na escola e estava por perto para poder saber de sua vida, seus gostos, ver tv juntos enquanto a mãe fazia comida ou estava na internet procurando seus sons Asiáticos.

Foi bom saber que faço falta para ela, minha menininha que gosta de rebolar, dançando e fazendo cambalhota e ri das coisas que falo, mas também fecha cara com a sinceridade que ela herdou da mãe e diz: - Sem graça!
E ela diz isso de uma forma tão única com aquele rostinho que me encanta e gostaria de poder acompanhar por toda a vida e estar junto para poder amparar e instruir, além de aprender, como aprendi. Aprendi a ser pai, aprendi a compreender a deixar mecher para descobrir, aprendi muita coisa.

A vida nos causa surpresa. Quando entrou em minha vida não sabia o que esperar e nem sabia se seria definitivo. Quando tive certeza de que queria estar sempre ali segurando sua mão aconteceu de não estarmos mais tão juntos.

Tenho ciúmes de suas primeiras experiências não serem ao meu lado, de não mostrar-te coisas novas e de não poder dizer "te amo minha neguinha!" quando tiver vontade.

Lembro de vê-la acordada bem tarde para podermos ir dormir todos juntos e esperando sempre aquela surpresinha que eu trazia quando voltava do trabalho e era lindo ver sua vozinha me dizendo sobre suas escolhas e vontades tendendo a seguir o atrevimento e imposição de sua mãe, seguindo sua personalidade que a marcava e moldava.

Lindo vê-la rir de mim quando aconselhava a olhar a poça d'água e eu mesmo acabar pisando nela. E ir contar pra todo mundo minha gafe.

Estarei sempre aqui pra quando precisar.

0 comentários:

Postar um comentário